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Eleições 2018: saiba quais são as propostas dos candidatos ao governo de SC para as mulheres

Essas são algumas das propostas que os seis principais candidatos ao governo de Santa Catarina direcionam ao eleitorado feminino do Estado.

Por: Gabriela David - Dia: - Em: Notícias

Eleições 2018: saiba quais são as propostas dos candidatos ao governo de SC para as mulheres
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Reduzir a violência, ampliar o atendimento em delegacias, igualar salários, encorajar denúncias, criar centros de apoio, garantir a presença de mulheres em cargos de liderança. Essas são algumas das propostas que os seis principais candidatos ao governo de Santa Catarina direcionam ao eleitorado feminino do Estado.

Nesta eleição, dos cerca de 5 milhões de eleitores catarinenses aptos a votar, 51,5% são mulheres. Conquistar o voto dessa maioria é o desafio deste pleito, ainda mais que, do total, conforme dados da segunda pesquisa Ibope encomendada pela NSC Comunicação, a maioria das mulheres estão mais indecisas ou inclinadas a anular o voto - eram 34% na primeira pesquisa e agora são 18%.

Diante disso, o Diário Catarinense pediu para que os candidatos com melhor colocação na pesquisa Ibope de intenção de voto, Mauro Mariani (MDB), Gelson Merisio (PSD), Décio Lima (PT), Comandante Moisés (PSL), Jessé Pereira (Patriota) e Leonel Camasão (PSOL), encaminhassem propostas dos respectivos planos de governo que contemplem unicamente as mulheres.

Confira a seguir as propostas encaminhadas pela assessoria de cada um dos candidatos. As respostas não foram editadas. A assessoria de Jessé Pereira (Patriota) informou que o candidato tinha outro compromisso e não conseguiria encaminhar as propostas. 

Mauro Mariani (MDB)
A violência contra a mulher é um problema grave, e precisamos criar ferramentas para que a denúncia aconteça e os culpados sejam punidos como merecem. Essa será uma prioridade no meu governo. Por isso, vamos investir em ações de proteção como, criar os Centros de Apoio à Mulher, que formarão a rede de atendimento integral da mulher. Juntamente com a Polícia Militar e Polícia Civil, os centros estarão equipados e preparados para apurar denúncias e contarão com todo suporte possível para o acolhimento e acompanhamento necessário das mulheres vítimas de violência. 

A cada 10 minutos, uma mulher é vítima da violência em Santa Catarina. São dez novos casos de estupro em SC a cada dia. Números que não podemos admitir. Isso não pode acontecer em um estado de excelência como o nosso. Santa Catarina quer mais ações contra este tipo de brutalidade. Mas não se combate esse mal apenas com a Polícia. Além de focar no acolhimento integral da mulher vítima de violência, vamos combater este grave problema da sociedade investindo na prevenção com educação nas escolas e campanhas para fortalecer a valorização da mulher profissional. 

Sabemos que o problema da violência tem causa social. Em Santa Catarina, as mulheres recebem 20% a menos de salário que os homens, em média, segundo dados do Ministério do Trabalho. Um dos piores índices do Brasil. Dados que não podem representar nossa Santa Catarina, por isso vamos criar uma secretaria para desenvolver políticas para as mulheres e coordenar ações de todo o governo para acabar com as desigualdades de gênero por aqui. Acredito que podemos fazer mais pelas mulheres catarinense nos próximos quatro anos.

Gelson Merisio (PSD)
1 - Garantir presença feminina mínima de 50% nos cargos de liderança do governo estadual e todos demais cargos comissionados. CONTEXTO: A cada 10 servidores das Secretarias de Estado de SC, 6 são mulheres (23.712 dos 37.357 – 63%), e ocupam o maior número de cargos efetivos (64%). Quando sobe a hierarquia, diminui a presença de mulheres. Na prática, ainda há a preferência por homens na hora da escolha. Em cargos de liderança, hoje são 27% (mulheres) e 73% homens, 170% maior a presença masculina.

2 - Implantar uma política estadual de qualificação da atenção à mulher e à criança, com fortalecimento da educação permanente, dos serviços e da rede de atenção ao pré-natal, parto e recém-nascido e dos instrumentos de monitoramento e avaliação.

3 - Incentivar políticas públicas e a criação de redes não-governamentais que visem o enfrentamento à violência contra a criança, adolescente, mulher, idoso, indígena e a população LGBT+.

4 - Instituir programas que atendam às necessidades específicas das mulheres no combate à violência contra a mulher: amplie atuação nas áreas de segurança e proteção, orientação jurídica e prevenção à violência.

Décio Lima (PT)
Criar 21 Delegacias da Mulher, nas regiões das associações de municípios abrangendo todas as regiões do Estado, com atendimento 24 horas e com profissionais especializados no atendimento às vitimas de violência contra mulheres;

Criar mecanismos para proteger e dar garantias às mulheres vítimas de assédio sexual;

Garantir que 50% do secretariado seja formado por mulheres. Vamos começar pelo governo a dar exemplo da igualdade de direitos;

Elaborar políticas de formação, emprego e renda para as mulheres catarinenses, como condição para acessarem o mercado de trabalho de forma igualitária;

Criar Centros de Referência Regionais para Atendimento às Famílias Vítimas de Violência;

Garantir assistência às gestantes, com pré-natal e vinculação às maternidades;

Incentivar a assistência ao parto humanizado e ao recém-nascido;

Incentivar e apoiar a criação de creches em tempo integral nos municípios..

Comandante Moisés (PSL)
Falar em importância da mulher na sociedade já é algo comum nos dias de hoje. Cada vez mais a figura feminina assume um papel de protagonista e vem conseguindo aumentar seu espaço nas estruturas sociais. No nosso Governo vamos valorizar a mulher na mesma proporção que já viemos fazendo durante esta campanha, através da querida Daniela Reinher, como vice-governadora, bem como com a participação feminina em candidatura, no qual o PSL/SC está com o maior número de candidatas, se analisado os números dos demais partidos, nesta eleição.

Recentemente a Polícia Militar de Santa Catarina lançou um programa chamado Rede Catarina de Proteção à Mulher e este é um dos programas aos quais estaremos fomentando, pois vem ao encontro com nossos objetivos ao direcionar esforços por parte da Corporação no combate e prevenção à violência doméstica contra as mulheres. Neste sentindo, estaremos sim fomentando este projeto, entre outros que estão em nossa pauta para serem lançados, e que irão proporcionar para a mulher uma atenção rápida, uma proteção policial e um trabalho focado na prevenção, dando mais acessibilidade de intervenção policial para que possamos preservar a vida da mulher.

Nos últimos 12 meses mais de 40 mil mulheres foram vítimas de violência em Santa Catarina e esse dado não só nos preocupa, como alerta para que mudanças sejam feitas rapidamente na busca de se preservar a vida da mulher. Além disso, visamos oferecer um atendimento mais especial para a mulher, afim de que a mesma tenha oportunidade de receber exames preventivos, realizados por médicos, para que dessa forma receba prevenção e auxílio a sua saúde. Ainda, não podemos deixar de citar a educação, onde implantaremos, no currículo escolar, temas que tragam reflexões para condições de igualdade entre mulheres e homens, de forma a trabalhar na prevenção e diminuição da violência de origem cultural. Este é o caminho para que a vida comece a ser respeitada, valorizada e protegida.

Leonel Camasão (PSOL)
A mulher está na pauta prioritária do programa do candidato do PSOL ao governo do Santa Catarina pela coligação Um Caminho Pra Gente, Leonel Camasão. Fazem parte dessa pauta o fortalecimento do Estado como instrumento fomentador do bem-estar social, fim dos privilégios, como aposentadoria para governadores e ex-governadores, fortalecimento dos serviços públicos, fim das isenções fiscais das grandes empresas e o combate aos preconceitos, como machismo, LGBTfobia, racismo, xenofobia e intolerância religiosa.

Visando a redução da violência contra as mulheres cis, transexuais, travestis e crianças, em Santa Catarina, o governo de Camasão atuará na prevenção, reparação e acolhimento. Como forma preventiva, serão realizados estudo e discussão de gênero, dentro e fora das escolas, e campanhas socioeducativas de combate às violências perpetradas contra as mulheres. Paralelamente, serão tomadas medidas reparativas, por meio de políticas públicas, promovendo a assistência integral às vítimas de violência doméstica, sexual, moral, psicológica e patrimonial, garantindo o acesso a unidades de saúde, como postos e hospitais, com oferta de profissionais voltados à saúde da mulher (ginecologistas, psicólogos/as, planejadores/as familiares, etc.).

Serão promovidas, ainda, a ampliação e a estruturação dos serviços especializados, com atendimento humanizado, como, por exemplo, psiquiatria e psicologia nos hospitais, especificamente para mulheres vítimas de violência, e a expansão das delegacias da mulher, com funcionamento 24 horas, sete dias por semana, além de atendimento psicossocial.

Outro projeto importante do programa de governo de Camasão é o Programa Patrulha Maria da Penha, em parceria com as guardas municipais, com utilização de viaturas na realização de visitas residenciais às mulheres em situação de violência doméstica. Também serão ampliadas ou criadas, quando for o caso, casas de acolhimento provisório para mulheres em situação de violência, que não estejam em risco eminente de morte e necessitem de uma acolhida temporária e rápida resolução para o seu caso.

Além disso, o governo de Camasão garantirá, através da Lei do Salário Mínimo Regional, a equidade salarial entre homens e mulheres: salários iguais para trabalhos iguais. Serão criadas, também, políticas de formação e emprego para pessoas transexuais e travestis. A socialização do trabalho doméstico com ampliação de serviços comunitários e coletivos, como restaurantes e lavanderias, também é necessária para diminuir essas desigualdades, uma vez que é essencial à produção e reprodução da vida em sociedade. Esse não deve ser, portanto, um fardo das mulheres, mas responsabilidade coletiva e auxiliada por políticas públicas.

Para cumprir o que determina a Lei Maria da Penha, Camasão vai expandir as delegacias da mulher, tornando-as exclusivas para este fim, com atendimento psicossocial e profissionais mulheres preparadas para essas demandas, com funcionamento 24 horas, de segunda a segunda, para permitir uma política estatal capaz de garantir abrigos públicos para as mulheres e seus filhos.

O governo Camasão contará com uma Secretaria dos Direitos Humanos e da Assistência Social, além de Conselhos Estaduais de Mulheres, LGBT e outros, recursos próprios, tanto para atuação da secretaria, quanto dos conselhos estaduais.

 

FONTE: DIARIO CATARINENSE

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