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Caminhoneiros de SC aderem ao protesto contra o aumento do diesel

Em Imbituba motoristas bloquearam a SC-437 em frente a Malhas Ferju e colocaram fogo em pneus nos dois lados da rodovia,

Por: Gabriela David - Dia: - Em: Notícias

Caminhoneiros de SC aderem ao protesto contra o aumento do diesel
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Caminhoneiros fazem protestos nesta segunda-feira (21) contra o aumento no valor do diesel. A última alta diária ocorreu na sexta-feira (18), quando a Petrobras elevou os preços do diesel em 0,80% e os da gasolina em 1,34% nas refinarias. Foi o 5º reajuste diário seguido. A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo.

 

 


Em Santa Catarina, a semana começou com paralisação de caminhoneiros autônomos em Imbituba. Os motoristas estão parando os caminhões na SC-437 em frente às Malhas Ferju, embaixo de um viaduto por onde passa o fluxo da BR-101. Os manifestantes ainda colocaram fogo em pneus nos dois lados da rodovia, de forma que a fumaça chegava até a BR-101. A Polícia Rodoviária Federal ainda não tinha detalhes da ocorrência e de outros locais onde haviam manifestações.

 

 


O movimento foi convocado pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros deve ter adesão pontual em Santa Catarina, principalmente na região do Litoral Norte, em Itajaí e Navegantes; na Serra, em Lages; no Oeste, em Xanxerê e em Maravilha; e, possivelmente, também no Norte do Estado, em São Francisco do Sul. A mobilização nacional é motivada pelos seguidos aumentos no preço do diesel e quer pressionar o governo federal a atender uma série de reivindicações da categoria. 

 

 

Por se tratar de uma paralisação de autônomos — trabalhadores que têm seus próprios veículos e prestam serviços sem a intermediação de transportadoras — as adesões são pulverizadas e sem liderança formal. Em Navegantes, por exemplo, o  Sindicato de Transportadores Autônomos de Cargas de Navegantes (Sinditac) emitiu uma nota sobre a paralisação, cujo ponto de encontro será no pátio posto Santa Teresa, no Km 11 da BR-470.

 


Já em Maravilha, Conforme o vice-presidente da Cooperativa Catarinense de Transporte de Cargas (Coocatrans), a orientação é para que os motoristas não trabalhem. Ao longo do dia pode haver uma reunião que decidirá outras ações em relação ao movimento. 

 


— É uma necessidade parar. Não temos como absorver mais aumentos e não temos como aumentar nossa margem de ganho, já que todos os produtores também estão enfrentando dificuldades. A nossa única alternativa, então, é pressionar pela redução do custo do combustível —justifica.

 


Com base em São Miguel do Oeste, o caminhoneiro Junior Bonora participou das paralisações em 2015 e acredita que o momento é favorável para a mobilização, mas que seria necessária a adesão de outros setores da sociedade para haver resultados. 

 


— O valor do frete impacta no preço de tudo que a população consome, mas se o caminhoneiro para a estrada, acaba sofrendo as consequências sozinho — lamenta. 

 


Por volta das 09 horas desta segunda-feira (21) cerca de 20 motoristas autônomos estavam no trevo de entroncamento das BRs 282 e 163, em São Miguel do Oeste, debatendo sobre a possível paralisação. Eles reivindicam redução do preço do óleo diesel e dos pedágios e pedem para que a população vá para o trevo apoiar o movimento.

 


A reportagem do Grupo WH Comunicações acompanha a movimentação. Está marcada para às 13h30 uma conversa com a PRF e representantes do comércio para apoio à categoria. A intenção não é bloquear a rodovia, apenas orientar pra que os caminhoneiros retornem pra casa.

 


A mobilização nacional dos caminhoneiros pede a redução da carga tributária sobre o diesel. O setor reivindica que a alíquota de PIS/Pasep e Cofins seja 'zerada' e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Os impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. Segundo eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.

 


O aumento é resultado da nova política de preços da Petrobrás, que repassa para os combustíveis a variação da cotação do petróleo no mercado internacional, para cima ou para baixo. Nos últimos meses, porém, o petróleo tem apresentado forte alta - na semana passada, chegou a bater na casa dos US$ 80 o barril, valor que não  registrava desde novembro de 2014.

 


A reivindicação dos caminhoneiros é apoiada pelos donos de postos de combustíveis, que dizem estar perdendo margens com os aumentos de preços. Segundo o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares, o setor vai sugerir ao governo a redução dos impostos sobre os combustíveis e também que a Petrobrás faça o reajuste em intervalos maiores. 

 


No início da manhã havia atos em pelo menos nove Estados: Santa Catarina, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Veja a seguir a situação em cada um deles:

 

 

Bahia

Manifestantes fecharam vias nas cidades de Amélia Rodrigues, Vitória da Conquista e Itatim. A concessionária ViaBahia informa que um trecho da BR-324, em Amélia Rodrigues, a cerca de 90 km de Salvador, foi interditado no sentido da capital baiana. Na direção contrária, o protesto fecha apenas faixa da direita.

Interdições ocorrem também em dois pontos da BR-116: no km 814, em trecho da cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, onde os dois sentidos da rodovia estão interditados; e no km 521, trecho de Itatim, também no sudeste do estado. Os manifestantes fecham os dois sentidos da rodovia no local.

 


Ceará

Um grupo de caminhoneiros bloqueou um trecho da rodovia BR-020 (Avenida Quarto Anel Viário), entre Fortaleza e a cidade de Maracanaú, na Região Metropolitana. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), caminhoneiros pararam os veículos no acostamento e queimaram pneus na pista. Foi formado um congestionamento de 5 km.

 


Espírito Santo

Manifestação deixou a BR-101 fechada por cerca de uma hora, no km 301, em Viana, na Grande Vitória. Equipes da PRF estiveram no local e fizeram acordo com os motoristas para que eles colocassem os veículos no acostamento e liberassem a pista.

 


Minas Gerais

Uma faixa da Rodovia Fernão Dias no km 513, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi fechada pelos manifestantes no sentido São Paulo.

 


Ainda na Grande BH, houve protesto no km 511 da BR-040, Ribeirão das Neves, na pista sentido capital mineira. No km 368 da BR-262, em Juatuba, também na Grande BH, a rodovia foi parcialmente fechada durante toda a madrugada.

A categoria se manifesta na Região da Zona da Mata, nos kms 699, em Barbacena, e 808 da BR-040, em Matias Barbosa.Em Oliveira, no Centro-Oeste, há protesto no km 617 da Rodovia Fernão Dias.

 


Paraná

Na BR-116, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, uma das duas faixas sentido São Paulo está interditada no km 67.

 


Manifestantes bloqueiam também uma faixa em cada sentido da BR-277 em Paranaguá, no litoral do Paraná, no quilômetro 6 da rodovia.

No norte do estado, na PR-090, na entrada para Assaí, caminhoneiros são proibidos de passar pela rodovia, apenas carros de passeio e ambulâncias têm liberação.

 


Rio de Janeiro

Os motoristas protestam no trevo da Rodovia Niterói-Manilha e também na altura de Campos dos Goytacazes, no acostamento da pista. Os protestos também acontecem na Via Dutra, altura de Seropédica, na Baixada Fluminense.

 


Às 6h26, o trânsito era intenso na Rodovia Washington Luís, altura de Duque de Caxias. Os caminhoneiros também fazem ato no acostamento do km 274, em Barra Mansa, acompanhados pela Polícia Rodoviária Federal.

 


Rio Grande do Sul

Por volta das 6h em São Sebastião do Caí, caminhoneiros bloquearam a ERS-122, na altura do km 16. Com a chegada da Brigada Militar, a via foi liberada.

 


Em Taquara, manifestantes bloquearam o tráfego na ERS-020, queimando pneus às margens da rodovia. Na BR-290, a freeway, foi registrada queima de pneus embaixo do viaduto que dá acesso à fábrica da General Motors, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Por volta das 4h, o fogo havia sido controlado.

Outro ponto de protesto foi no trecho da BR-101, em Três Cachoeiras, próximo da divisa com Santa Catarina. Os manifestantes abordam caminhoneiros pedindo para aderirem à paralisação.

São Paulo

Um dos atos ocorre no km 160 da Dutra, em Jacareí, no Vale do Paraíba. Também há mobilização no km 101, em Pindamonhangaba. A passagem é bloqueada nestes dois pontos apenas a caminhoneiros e segue normal para os demais motoristas.

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